Nota sobre a situação orçamentária do CNPq

Prezados(as) pesquisadores(as) brasileiros(as) no Reino Unido,

A Abep-UK (Associação de Brasileiros Estudantes de Pós-Graduação e Pesquisadores no Reino Unido), enquanto importante elemento de integração entre estudantes e pesquisadores brasileiros residentes no Reino Unido, vem por meio desta nota canalizar os anseios e demandas apresentados pela comunidade acadêmica no exterior, considerando a presente conjuntura econômica caracterizada pelos cortes em investimentos nas áreas de ciência e tecnologia.

Nos últimos meses, tem sido reportado pela imprensa brasileira o preocupante cenário orçamentário da ciência, atualmente subsidiada em território nacional e internacional [1]. Agora, a vital agência de fomento à pesquisa, o CNPq, aparece como alvo de consideráveis restrições financeiras [2,3]. Dessa forma, observamos com grande preocupação a conjuntura financeira do órgão em questão e refletimos acerca do surgimento de potenciais transtornos aos bolsistas e aos seus respectivos projetos de pesquisa, em andamento no Brasil e no exterior.

Consideramos, portanto, pertinente, que o CNPq se pronuncie frente a essas notícias e possa assim esclarecer pesquisadores bolsistas, cujas carreiras, projetos e sustentos dependem inteiramente de financiamento governamental. Para tanto, a diretoria da Abep-UK entrou hoje, 02 de agosto de 2017, em contato com o CNPq solicitando mais informações sobre caso e aguardamos uma resposta da agência.

Outros órgãos representativos incluindo SBPC, ABC e ANPG têm divulgado informações sobre a delicada situação da ciência e pós graduação brasileiras [4,5]. Comprometemo-nos a continuar a divulgar informações sobre a situação orçamentária da instituição assim como buscar esclarecimentos juntamente a mesma.

Atenciosamente,

Diretoria Abep-UK

2017-2018

  1. http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/07/crise-e-cortes-de-orcamento-fazem-ciencia-brasileira-entrar-em-decadencia.html
  2. http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/cnpq-atinge-teto-orcamentario-e-pagamento-de-bolsas-pode-ser-suspenso/
  3. http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/corda-no-pescoco-nas-bolsas-cnpq.html
  4. http://portal.sbpcnet.org.br/noticias/sbpc-e-abc-pedem-que-governo-libere-com-urgencia-recursos-para-o-cnpq/
  5. http://www.anpg.org.br/cnpq-paga-45-menos-bolsas-de-mestrado-e-doutorado-em-2017-comparado-com-2015/

Contra o cancelamento do Programa Ciência sem Fronteiras

Clique aqui e assine nossa petição pela manutenção da modalidade Graduação do Ciência sem Fronteiras.

O recente anúncio da extinção do programa Ciência sem Fronteiras para alunos de Graduação soma-se à série de notícias preocupantes que emergem do atual cenário brasileiro. Investimentos em Saúde e Educação, vistos pelos gerentes do poder como meros “gastos”, estão congelados por 20 anos. Apenas a reposição da inflação é insuficiente para a manutenção destes, uma vez que a dinâmica de tais setores-chave da economia requer investimentos crescentes, do poder público, que atendam a demandas que não necessariamente surjam de acordo com a inflação, a exemplo do vírus do Zika e outras epidemias.

Como estudantes e pesquisadores brasileiros no exterior, observa-se que é evidente a nossa defasagem numérica em relação aos estudantes provenientes dos demais países. Juntamente aos outros acadêmicos latino-americanos, somos, de longe, os menos representados nas universidades britânicas, ao contrário de estudantes asiáticos e árabes, dentre outros.

Com o programa Ciência sem Fronteiras, pela primeira vez em sua história, o Brasil pôs em movimento um ambicioso projeto que, se ainda não nos equipara em números a outras nações, colocou o país no mapa da Ciência e Tecnologia mundial, ressaltando-se que 20% de seus estudantes de Graduação retornam para a pós-graduação no exterior, contra 5% dos demais estudantes Brasileiros, ou seja, o programa está dando resultados sim.

Trata-se, desta forma, de grande oportunidade não apenas para expandir a internacionalização da ciência brasileira, como também para aplicar o que se aprendeu no exterior em nosso país, gerando mais conhecimento e fortalecendo a nossa academia. É um investimento, porém, de médio para longo prazo; e por uma razão simples: o desenvolvimento de uma pesquisa de qualidade requer tempo e dedicação.

Em recente evento promovido por esta Associação, junto a representantes de universidades britânicas, estes foram unânimes em dizer que a língua Inglesa não é um problema para o bolsista brasileiro. Trata-se de algo que acomete qualquer estudante proveniente de uma nação de língua não-Inglesa. As próprias universidades possuem núcleos de apoio para aperfeiçoamento na língua, pois é comum que estudantes internacionais cheguem com nível de Inglês suficiente para se comunicarem bem, mas sem a fluência que os rígidos padrões acadêmicos exigem. Isto constitui, aliás, um dos principais objetivos do programa: a oportunidade do aperfeiçoamento da língua Inglesa, com foco acadêmico e profissional.

Entendemos, porém, que o cenário econômico atual é delicado e, em tempos de crise, uma redução na oferta de bolsas é compreensível. Entretanto, não podemos concordar com o cancelamento por completo de todo um ramo do programa. Se há problemas, estes não são os alunos. A completa extinção da modalidade Graduação, portanto, não é solução, mas sim abandono.

Um país sem Ciência e Tecnologia está fadado a ser recolonizado”, disse uma vez o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro. Nós diríamos que um país colonizado está fadado a não ter Ciência e Tecnologia.

Esperamos e lutamos ativamente para que este não seja o nosso caso.

Diretoria ABEP-UK | Gestão 2016/2017

Abaixo-assinado Contra o Atraso nos Pagamentos e Aumento nos Valores das Bolsas Para Cursos no Exterior

O Abaixo-assinado Contra o Atraso nos Pagamentos e Aumento nos Valores das Bolsas Para Cursos no Exterior, para CAPES foi criado e escrito pela comunidade ABEP-UK, CUBS (Cambridge University Brazilian Society, OUBS (Oxford University Brazilian Society), LSE (London School of Economics) Brazilian Society

Para:CAPES

Vimos por meio desta manifestar nossa insatisfação com o descaso da Capes em relação ao pagamento dos bolsistas que realizam cursos de doutorado e pós-doutorado no exterior. Esta não é a primeira vez em que ocorre atraso nos pagamentos, pois os bolsistas enfrentaram atraso semelhante quando da época do pagamento anterior (julho/2012). De acordo com o contato dos bolsistas com os técnicos da Capes os atrasos têm ocorrido devido a dois fatores principais: liberação das bolsas do Programa “Ciência Sem Fronteiras” que estão sobrecarregando o sistema, e o fato de apenas dois funcionários do Banco do Brasil serem responsáveis pela liberação dos depósitos aos bolsistas.

Fosse uma situação atípica tais questões seriam compreensíveis se não estivessem se tornando um rotina na vida dos bolsistas brasileiros no Reino Unido. Embora o sistema indique que a ordem de pagamento foi realizada no dia 3 de outubro, os 15 dias úteis estabelecidos para a efetivação do pagamento na conta já se passaram e os bolsistas não têm uma previsão de quando vão receber. Isto por um lado. Por outro lado, tem ainda o problema do descaso no atendimento dos próprios técnicos da Capes quando os bolsistas entram em contato solicitando informações sobre o problema. Há uma longa demora para a resposta dos emails solicitando informações e na maioria dos casos ela não acontece, muito embora, através de ligações telefônicas, os funcionários indiquem o conhecimento de os terem recebido.

O atraso e a falta de informações precisas sobre o problema colocam aqueles que estão longe de casa em uma situação bastante delicada. Sem um aviso prévio do atraso no pagamento é muito difícil viabilizar auxílio financeiro com amigos e familiares em tempo hábil em caso de emergência. Esta situação é ainda mais agravante tendo em vista que os bancos ingleses não oferecem nenhuma facilidade em termos de crédito (cartões, cheque especial ou empréstimos) para aqueles com menos de 3 anos de residência no país. Sem contar o simples fato de que o atual valor das bolsas em si já coloca uma série de restrições ao bolsista mesmo quando os atrasos não acontecem.

O valor padrão das bolsas concedidas por agências de fomento no Reino Unido é de £13,590 por ano ou £1,132.50 mensais (valor oficial disponível em: http://www.rcuk.ac.uk/researchcareers/postgrad/Pages/home.aspx), ao qual se somam ajudas adicionais para participação em congressos, atividades acadêmicas relevantes ou compra de materiais (por exemplo, fundo como o “Research Training Support Grant” no valor de £1,000 e o “Student Travel Subsidy Grant” no valor de £230).

Os valores da bolsa de doutorado pleno no exterior para os países da Europa continental concedidos pela Capes e CNPq são de €1.300. Na cotação de 26 de outubro de 2012 €1 = £0.80649, de maneira que €1.300 = £1,048. Se compararmos o valor da bolsa concedida para o Reino Unido com o valor destinado aos outros países da Europa, o fundo destinado àqueles na Europa continental é 15% maior que o fundo para o Reino Unido (£910). Entretanto, o custo de vida no Reino Unido ainda mantém-se entre os sete maiores da Europa.

Além disso, no último dia 6 de abril, foi aprovada uma nova regulação pela agência de concessão de vistos no Reino Unido – UK Borders – com uma série de alterações de caráter ainda mais restritivo do que as normas em vigência anteriormente. Um dos pontos críticos do processo é o valor da renda do estudante para a concessão do visto. O atual valor da bolsa impacta de forma negativa na candidatura do estudante bolsista que vem para o Reino Unido, pois o valor de £910 está abaixo da renda mínima solicitada na nova legislação para aqueles que vêm realizar seus estudos em Londres, por exemplo. Os novos valores indicados pelo UK Borders refletem as mudanças no custo de vida atual no Reino Unido, o que significa uma defasagem de 3 anos (indo agora para o 4o ano) em relação ao último aumento das bolsas para o exterior (outubro de 2009).

Como resposta ao desrespeito e descaso em relação à presente situação nós abaixo-assinados exigimos:

a)Melhor planejamento para que o pagamento das bolsas aconteça dentro do prazo correto, haja vista que é do conhecimento da Capes que a transferência de dinheiro para o exterior não é um processo imediato.

b)Uma notificação em caso de eventuais atrasos para que os bolsistas tenham tempo hábil de se programar em caso de emergência, haja vista que suas obrigações financeiras não acompanham a logística de pagamento da Capes e possuem prazos próprios a serem cumpridos.

c)Aumento no valor das bolsas de doutorado para que elas correspondam, no mínimo, ao valor básico de uma bolsa de doutorado correspondente no Reino Unido (£1,132.50 mensais).

Os signatários

Assine o abaixo-assinado: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N31170

Ciência Sem Fronteiras/Reino Unido: palestras no Recife(13/09) e Fortaleza(14/09)

Notícia originalmente postada na página do Facebook do Education UK Brasil sobre o Ciência sem Fronteiras no Reino Unido nesta segunda-feira (10/09/2012):

Quer estudar no Reino Unido? O British Council e a Universities UK estão organizando juntos atividades informativas sobre o novo Edital do Programa Ciência sem Fronteiras.

DIA 13 de SETEMBRO: Reitoria da UFPE, Auditório João Alfredo, 1° andar, Av. prof. Moraes Rego, 1235, Cidade Universitária, Recife-PE, às 16:00 horas.

Dia 14 de SETEMBRO: Auditório de Zootecnia, Universidade Federal do Ceará, Campus Universitário do Pici, Departamento de Zootecnia, Av. Mister Hull, S/N – Bloco 809 – Pici -Fortaleza-CE às 16:00 horas

Palestra sobre todos os detalhes sobre ESTUDAR NO REINO UNIDO no âmbito do programa de bolsas. Conheça também dicas para o teste do IELTS – teste de inglês global, aceito em mais de 135 países.

Não fique de fora!

CAPES: Curso de Capacitação para Professores de Inglês da Rede Pública na Universidade de Londres

Postado originalmente no dia 20 de agosto passsado em:

http://capes.gov.br/servicos/sala-de-imprensa/36-noticias/5713-professores-da-educacao-basica-poderao-aperfeicoar-lingua-inglesa-na-universidade-de-londres

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga nesta segunda-feira, 20, novo edital do programa Ensino de Inglês como Língua Estrangeira (Teaching of English as a Foreign Language), realizado em parceria com o Instituto de Educação da Universidade de Londres (IOE).

O programa busca valorizar o magistério da rede pública e melhorar a qualidade da educação básica brasileira, capacitando os docentes de língua inglesa, vinculados à rede pública de educação básica, por meio de sua participação em programa de aperfeiçoamento em didática da língua inglesa no IOE. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de setembro.

A iniciativa tem como objetivo promover a integração e a cooperação educacional, cultural e científica entre países parceiros, visando a atender às políticas de governo que têm como foco a qualidade da formação de educadores que atuam na educação básica; oferecer uma experiência in-loco em história e cultura inglesa para que isso se torne parte do currículo do ensino de inglês; e estimular parcerias com professores ingleses visando à interação on line entre os professores dos dois países.

O edital pode ser encontrado no seguinte link:
http://capes.gov.br/editais/abertos/5712-programa-ensino-de-ingles-como-uma-lingua-estrangeira