Contra o cancelamento do Programa Ciência sem Fronteiras

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O recente anúncio da extinção do programa Ciência sem Fronteiras para alunos de Graduação soma-se à série de notícias preocupantes que emergem do atual cenário brasileiro. Investimentos em Saúde e Educação, vistos pelos gerentes do poder como meros “gastos”, estão congelados por 20 anos. Apenas a reposição da inflação é insuficiente para a manutenção destes, uma vez que a dinâmica de tais setores-chave da economia requer investimentos crescentes, do poder público, que atendam a demandas que não necessariamente surjam de acordo com a inflação, a exemplo do vírus do Zika e outras epidemias.

Como estudantes e pesquisadores brasileiros no exterior, observa-se que é evidente a nossa defasagem numérica em relação aos estudantes provenientes dos demais países. Juntamente aos outros acadêmicos latino-americanos, somos, de longe, os menos representados nas universidades britânicas, ao contrário de estudantes asiáticos e árabes, dentre outros.

Com o programa Ciência sem Fronteiras, pela primeira vez em sua história, o Brasil pôs em movimento um ambicioso projeto que, se ainda não nos equipara em números a outras nações, colocou o país no mapa da Ciência e Tecnologia mundial, ressaltando-se que 20% de seus estudantes de Graduação retornam para a pós-graduação no exterior, contra 5% dos demais estudantes Brasileiros, ou seja, o programa está dando resultados sim.

Trata-se, desta forma, de grande oportunidade não apenas para expandir a internacionalização da ciência brasileira, como também para aplicar o que se aprendeu no exterior em nosso país, gerando mais conhecimento e fortalecendo a nossa academia. É um investimento, porém, de médio para longo prazo; e por uma razão simples: o desenvolvimento de uma pesquisa de qualidade requer tempo e dedicação.

Em recente evento promovido por esta Associação, junto a representantes de universidades britânicas, estes foram unânimes em dizer que a língua Inglesa não é um problema para o bolsista brasileiro. Trata-se de algo que acomete qualquer estudante proveniente de uma nação de língua não-Inglesa. As próprias universidades possuem núcleos de apoio para aperfeiçoamento na língua, pois é comum que estudantes internacionais cheguem com nível de Inglês suficiente para se comunicarem bem, mas sem a fluência que os rígidos padrões acadêmicos exigem. Isto constitui, aliás, um dos principais objetivos do programa: a oportunidade do aperfeiçoamento da língua Inglesa, com foco acadêmico e profissional.

Entendemos, porém, que o cenário econômico atual é delicado e, em tempos de crise, uma redução na oferta de bolsas é compreensível. Entretanto, não podemos concordar com o cancelamento por completo de todo um ramo do programa. Se há problemas, estes não são os alunos. A completa extinção da modalidade Graduação, portanto, não é solução, mas sim abandono.

Um país sem Ciência e Tecnologia está fadado a ser recolonizado”, disse uma vez o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro. Nós diríamos que um país colonizado está fadado a não ter Ciência e Tecnologia.

Esperamos e lutamos ativamente para que este não seja o nosso caso.

Diretoria ABEP-UK | Gestão 2016/2017

Como lidar com o estresse e a ansiedade durante uma pós-graduação no exterior

Foto por Dashu83 / Freepik

A pós-graduação no exterior é um grande desafio, e impõem novas realidades aos(ás) estudantes brasileiros(as) que vêm para o exterior: nova língua; nova cultura; novo clima; novo grupo de pesquisa; novo projeto de pesquisa. Se adaptar a tudo isso não é fácil. Diante das dificuldades, como manter a motivação ao longo do doutorado pleno/sanduíche? Como lidar com o seu orientador? Como controlar o estresse e a ansiedade trazidas pela pressão de avaliações e pela solidão na atividade de pesquisa? Como lidar com a saudade de casa (homesickness)?

Buscamos respostas a estas perguntas com a psicóloga brasileira Rebeca Kurka – membro da British Association for Counselling and Psychotherapy, e especialista em depressão, ansiedade e estresse relacionados ao trabalho e aos estudos. Abaixo seguem dicas dadas por ela sobre como lidar com estes e outros desafios associados a pós-graduação no exterior.

Texto por: Rebeca Kurka (rebeca.kurka@gmail.com), formada em Psicologia pela Universidade Federal de São Paulo, e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental pelo Instituto de Psicologia e Controle do Estresse.

Edição por: Flaviana Sampaio; Anderson Brito

  1. Doutorados plenos no Reino Unido duram em média 3 a 4 anos. Como manter motivado durante todo o período de estudos?

Eu poderia escrever mil coisas sobre planejamento e motivação. Afinal, se você se planejar da maneira certa, ser disciplinado, e seguir com o plano, tudo vai dar certo. Certo? Errado.

Mesmo que você seja o “ás” do planejamento, a falta de motivação acontece exatamente quando a realidade e as nossas expectativas colidem. E elas colidem. Pesquisar envolve aprender técnicas e conhecimentos novos, lidar com pessoas novas, num país novo com língua estranha, escrever e publicar artigos sobre uma descoberta incrível que você nem sabe qual vai ser. Bem difícil se planejar para tudo isso, não? Como diria meu marido engenheiro “são muitas variáveis”. O problema é que quando algo sai do nosso controle, ao invés de nos sentirmos desafiados e encorajados a tentar de novo, nos sentimos ansiosos com o futuro, temos raiva das pessoas ou ficamos até deprimidos. Tais sentimentos nos levam a postergar o trabalho ou trabalhar de forma ineficiente.

A chave para planejar e ao mesmo tempo não perder a motivação quando a realidade não coincide com as nossas expectativas está em planejar o erro. Trace planos e prazos, peça para colegas e supervisores te ajudarem, mas esteja preparado para errar a rota e ter que replanejar. Infelizmente nós estamos constantemente criando demandas irreais: “Eu devo publicar até tal data”, “Eu devo me dar muito bem com meu orientador”. Como consequência, acabamos sofrendo quando não as atingimos. Seria muito melhor se trocássemos tais demandas por desejos: “Eu gostaria muito de ter bons resultados, mas é possível que não dê certo”. E caso não dê certo? Não é o fim do mundo. Isso se chama não “catastrofizar”. Quando algo der errado admitimos que isso é ruim, mas aceitamos a realidade e sabemos que conseguimos tolerar a frustração.

  1. Doutorados Sanduíche duram em média 3 a 6 meses. Como se adaptar ao ambiente e manter-se produtivo durante esse período?

A estratégia neste caso é muito semelhante à anterior. As exigências que os estudantes geralmente se fazem é de aproveitar tudo, não perder oportunidades e não sofrer muito com a adaptação. Contudo tais expectativas não ajudam, pois podem não condizer com a realidade.

É interessante perceber que as nossas demandas de alcançar “X” muitas vezes nos levam a um comportamento que, por sua vez, acaba nos atrapalhando a alcançar o objetivo “X”. Por exemplo, pensar que “Eu devo absorver tudo que esse grupo de pesquisa tem pra oferecer, não posso perder nada” é tão rígido e irreal que nos leva a sentir ansiedade. Essa emoção, como consequência, geralmente leva a uma atitude de “afobamento”. O estudante passa de uma atividade para outra sem atenção ou cuidado apropriados. Por fim, nada é aproveitado de verdade. Seria melhor, portanto, ter uma visão mais realista e flexível dos meses de estudos.

  1. Como lidar com supervisores autoritários?

O segredo para lidar com pessoas que não agem da forma como gostaríamos está na nossa forma de pensar sobre o comportamento delas. Um supervisor autoritário geralmente pode ser injusto, insensível com as limitações dos estudantes e inflexível. Essas atitudes são claramente ruins e nos fazem pensar “Ele não deveria agir dessa forma! Isso não é justo!”. A questão, porém, é que nós não conseguimos mudar as pessoas – nós podemos tentar, mas não é garantido que vamos ser bem sucedidos em mudar o comportamento do outro.

O primeiro passo, então, seria aceitar a realidade. Apesar de você não gostar do que seu supervisor está fazendo, isso não o impede de se comportar de forma autoritária.

O segundo passo é esperar que o supervisor vai agir dessa forma. Não precisamos ficar totalmente chocados e transtornados quando alguém age da forma que sempre agiu. Isso nos ajuda a ter mais controle sobre as nossas reações.

O último passo, finalmente, é reagir apropriadamente. Quando não estamos tomados por raiva, rancor ou ansiedade, podemos reagir a algo que nos desagrada de uma forma construtiva. Podemos colocar limites, expressar como estamos nos sentindo e fazer críticas, sem necessariamente quebrar o relacionamento e sem perder a razão.

  1. Quais são suas dicas para pesquisadores que sofrem com ansiedade e crises de estresse relacionados à rotina de estudos?

Uma das maiores causas de ansiedade e estresse são as situações de avaliação. Vários alunos tendem a se cobrar exageradamente com pensamentos como “Se eu não conseguir a aprovação dessas pessoas, a minha vida está perdida” ou “Seria horrível se o meu artigo não fosse aceito”. Como mencionado anteriormente, entender a verdadeira proporção das coisas é essencial. Se você diz a si mesmo que algo é tão ruim quanto ao fim do mundo, seu corpo vai se preparar para tal e você vai sentir muito estresse. Outro tipo de pensamento é quando relacionamos o nosso valor próprio com nosso desempenho; “Se eu falhar, isso quer dizer que sou uma pessoa horrível”. Isso, porém, não é verdade. Quando falhamos em uma área da nossa vida, isso não significa que nós, por inteiros, somos um fracasso total.

Uma outra grande causa de ansiedade e estresse está na solidão da atividade de pesquisa. Talvez ninguém mais conheça o seu projeto, seu orientador é ausente, colegas são competitivos ou simplesmente trabalhar sozinho é mais produtivo – são várias as causas, mas o resultado é o mesmo, solidão. Convide pessoas para fazer parcerias, converse com colegas sobre sua pesquisa, não perca aquele almoço do grupo ou participe de um grupo de estudos. Reconheça que você precisa de pessoas para enfrentar os desafios, mesmo que isso vá contra o desejo de querer se mostrar forte ou quando o medo de ser rejeitado é grande.

  1. Como lidar com a homesickness (saudade de casa)?

A melhor forma de lidar com a saudade é abraçar a sua nova realidade. Ao tomar a decisão de morar em outro continente você ganhou enormes benefícios, mas também ganhou novos desafios. Desafios estes que não temos controle sobre: não podemos trazer nossa família para cá; não podemos trazer toda a comida brasileira para cá. Parece bobo pensar dessa forma, mas é a verdade, lutar contra a realidade não vai mudá-la. É muito melhor pensar que, por agora, eu escolhi ter este e este ganho, mas, como consequência, vou ter que ficar distante de algumas pessoas e confortos.

Também podemos adicionar uma nova rotina a nossa vida. Não precisamos viver em função do que acontece no nosso país de origem. Podemos conhecer novas pessoas, descobrir lugares novos. Sim, nós vamos perder festas, casamentos, almoços, dias de sol, boas conversas, mas faz parte da nossa escolha.

  1. O frio realmente torna as pessoas mais melancólicas? Como lidar com isso?

Sim, especialmente a falta de sol (bem comum aqui no Reino Unido). Já foi provado que sem o sol o nosso corpo não funciona como deveria, podendo nos levar a sentimentos de desânimo, tristeza e até depressão. Mas também é verdade que vários britânicos adoram o inverno e dias chuvosos – eles adoram “curl up in bed” e ler um bom livro.

Existe uma sabedoria nesse princípio, em saborear o inverno. Ter pequenas fontes de prazer espalhadas ao longo do nosso dia é essencial para épocas de pouca energia. Conversar com alguém que gostamos, assistir algo divertido, fazer uma refeição gostosa, visitar um lugar novo, conhecer um novo café, fazer um chocolate quente, ter tempo para ler. Quando adicionamos pequenos momentos de prazer diários nos sentimos mais satisfeitos, melhoramos o nosso humor, ao mesmo tempo que ganhamos energia para mais trabalho, pois sabemos que o próximo momento de “alegria” está próximo. Nós não necessariamente precisamos esperar até a sonhada viagem para a Espanha para descansarmos, não nos ajuda quando idealizamos algo e desprezamos a realidade em que estamos. Existe algo confortável e agradável no inverno, nós só precisamos descobrir como aproveitá-lo.

  1. Práticas de atividade física e dança colaboram para a produção de endorfina. Qual a importância de momentos de lazer e prazer alinhado à rotina de estudos?

Momentos de lazer são extremamente importantes. Atividades físicas são grandes aliadas no combate ao estresse e à depressão, sendo altamente indicadas por médicos e psicólogos. É importante ter um rotina de exercícios físicos que nos agrade e que seja algo fácil e realista de ser implementado no dia-a-dia.

Já os momentos de lazer auxiliam o estudante a explorar outros aspectos da vida que são tão importantes quanto os estudos, como suas habilidades sociais, criatividade, novos conhecimentos. O lazer também auxilia o estudante a ter uma perspectiva mais realista do seu trabalho, já que ele percebe que existem outras coisas importantes na sua vida.

 

CONTATO: Caso esteja a procura de ajuda profissional, estes são os contatos da psicóloga Rebeca Kurka: Telefone: 074 924 25639; Email: rebeca.kurka@gmail.com; Site: http://counselling-london.weebly.com/; atendimentos via Skype e pessoalmente em West London.

 

Mais de 500 universitários brasileiros desembarcam na Grã-Bretanha

Posando para uma foto na London Eye, a roda gigante que tornou-se uma das principais atrações da capital britânica, os seis estudantes não se diferenciam muito da massa de turistas que todos os dias passam pelo local. Mas Emanuela Florêncio, de 20 anos, e seus cinco colegas matriculados na Universidade de Surrey não estão na Grã-Bretanha a passeio. Eles fazem parte do grupo de 500 alunos brasileiros de graduação que começaram a desembarcar no país há duas semanas para o início do ano letivo britânico. Integram a primeira turma do programa Ciência Sem Fronteiras a começar os estudos em universidades do Reino Unido.

Outras 150 bolsas já foram aprovadas para cursos de pós-graduação, que podem ser tanto programas “sanduíche” – nos quais alunos matriculados em universidades brasileiras passam um ano em uma instituição estrangeira – e doutorados plenos (em menor número). Trata-se do maior grupo de estudantes universitários a chegar na Grã-Bretanha financiados pelo governo brasileiro e uma das maiores levas do Ciência Sem Fronteiras na Europa. Cada estudante brasileiro representa um custo (ou “investimento”) básico de aproximadamente 15 mil libras anuais (R$ 49 mil) para o País, entre mensalidade e alojamento, segundo Joanna Newman, da UK Higher Education International Unit, ligada a Universities UK – a agência que representa universidades britânicas e é parceira do governo brasileiro no programa.Também recebe uma ajuda de custo de pouco mais de 400 libras mensais (R$ 1,3 mil) – embora o valor varie de acordo com a cidade em que o estudante está instalado.

Ciência sem Fronteiras

O Ciência Sem Fronteiras prevê distribuir 100 mil bolsas de intercâmbio para estudantes de universidades brasileiras, da graduação ao pós-doutorado, até 2015. Seu objetivo é suprir o déficit de profissionais ligados às áreas de ciências exatas no Brasil e fomentar os contatos entre acadêmicos brasileiros e estrangeiros, ajudando a inserir o País nas redes internacionais de pesquisa e conhecimento.
“Um ponto interessante é que o programa não está concentrado apenas em universidades de São Paulo ou Rio. Temos alunos de todas as partes do Brasil”, ressalta Newman.O programa ainda é modesto em relação ao de outros países – China e Índia, por exemplo têm cerca de 700 mil estudantes matriculados em universidades estrangeiras, muitos deles apoiados por bolsas do governo.Também tem vários limites. Seu foco são as ciências exatas e biológicas. As áreas humanas praticamente não estão contempladas e não há bolsas para programas de mestrado – que na Grã-Bretanha podem ser de um ou dois anos -, apenas para graduação e doutorado.

A Associação de Brasileiros Estudantes de Pós-Graduação e Pesquisadores do Reino Unido também reclama que, apesar do investimento no programa, foram poucos os esforços para facilitar a vida de quem estuda no exterior com financiamento próprio ou outras bolsas e tem de enfrentar uma série de “armadilhas” – por exemplo, para o reconhecimento do diploma obtido fora do Brasil.
Joseph Marques, pesquisador do Brazil Institute do King’s College London, acredita que, para mostrar que está realmente empenhado em “internacionalizar” seu ensino superior e se inserir nas redes globais de conhecimento, o Brasil precisaria avançar mais rápido em reformas que facilitem tanto a saída de estudantes do país, quanto a contratação de professores estrangeiros. “Ainda há muito corporativismo nas universidades brasileiras”, diz.Mas o fato é que o Ciência sem Fronteiras está abrindo as portas de universidades estrangeiras para uma série de brasileiros que, sem ele, não poderiam deixar seu estado ou cidade.

Estudantes

“Sempre quis estudar no exterior, mas não consegui uma bolsa que pudesse financiar toda a minha graduação no curso de veterinária, que nos EUA e na Grã-Bretanha tem uma estrutura um pouco diferente do que no Brasil”, afirma Emanuela. Estudante da Universidade Federal Rural de Pernambuco, ela só havia saído do Brasil uma vez, para visitar o irmão mais velho, que conseguiu patrocínio do Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) para estudar na Universidade do Kansas. “Agora, como parte do programa, vou estudar biociência veterinária em Surrey por nove meses e fazer um estágio em um laboratório britânico por mais três meses. Estou em minha primeira semana e já conheci mais gente de nacionalidades diferentes do que em toda minha vida no Brasil.” Os estudantes Larissa Krüger e Guilherme Piovezani Ramos, ambos da Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, também enfatizam a riqueza da vivência cultural e a oportunidade de aprimorar o inglês como algumas das vantagens de participar do programa de intercâmbio.Ambos resolveram estudar fora do Brasil por ter grande interesse em áreas de pesquisa médica que, segundo eles, estariam bastante avançadas no Reino Unido. “Estar aqui nos permite fazer contatos com professores e estudantes, além de ter uma experiência na área de pesquisa diferente, que você provavelmente não teria no Brasil”, afirma Guilherme, que começou nesta semana seu curso de microbiologia médica na Universidade de Newcastle, para a qual foram cerca de 50 brasileiros, e também vai fazer um estágio de três meses num laboratório britânico após o curso.

Grã-Bretanha

A Grã-Bretanha é um dos principais países contemplados pelo Ciência sem Fronteira e deve receber 10% do contingente de alunos.Além disso, o país também tem se esforçado para atrair o interesse de autoridades e estudantes brasileiros, vendo nos alunos de países emergentes – que pagam mais pelos cursos – uma tábua de salvação para as restrições orçamentárias provocadas pela crise na Europa. Em duas semanas, um total de 46 universidades britânicas participarão de feiras educacionais em São Paulo e Rio de Janeiro para recrutar estudantes brasileiros – uma participação recorde para feiras do tipo no Brasil.Dezenas também têm manifestado interesse em receber alunos do Ciência sem Fronteira, que em geral são alocados nos cursos com a ajuda da Universities UK. Na semana passada, durante a visita do primeiro-ministro britânico, David Cameron, ao Brasil, foi assinado um acordo para que, a partir do ano que vem, os alunos tenham a oportunidade de fazer um curso de inglês de três a seis meses antes do início das aulas nas universidades para aproveitar melhor o curso.

Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/10/121004_ciencias_sem_fronteira_ru.shtml

Ciência Sem Fronteiras/Reino Unido: palestras no Recife(13/09) e Fortaleza(14/09)

Notícia originalmente postada na página do Facebook do Education UK Brasil sobre o Ciência sem Fronteiras no Reino Unido nesta segunda-feira (10/09/2012):

Quer estudar no Reino Unido? O British Council e a Universities UK estão organizando juntos atividades informativas sobre o novo Edital do Programa Ciência sem Fronteiras.

DIA 13 de SETEMBRO: Reitoria da UFPE, Auditório João Alfredo, 1° andar, Av. prof. Moraes Rego, 1235, Cidade Universitária, Recife-PE, às 16:00 horas.

Dia 14 de SETEMBRO: Auditório de Zootecnia, Universidade Federal do Ceará, Campus Universitário do Pici, Departamento de Zootecnia, Av. Mister Hull, S/N – Bloco 809 – Pici -Fortaleza-CE às 16:00 horas

Palestra sobre todos os detalhes sobre ESTUDAR NO REINO UNIDO no âmbito do programa de bolsas. Conheça também dicas para o teste do IELTS – teste de inglês global, aceito em mais de 135 países.

Não fique de fora!

Universidade de Oxford anuncia 13 bolsas de estudos para brasileiros

As bolsas, que já valem a partir do próximo ano, serão concedidas através do Programa Ciência sem Fronteiras

O vice-reitor da Universidade de Oxford, Andrew Hamilton, anunciou nesta terça-feira, 21, a concessão de 13 bolsas de estudos integrais para alunos brasileiros de graduação e pós-graduação. O anúncio ocorreu durante o ciclo Grandes Universidades, realizado na Fiesp. O auxílio contará com financiamento do CNPq via Programa Ciência sem Fronteiras do governo federal.

As bolsas vão custear a realização do curso completo a ser iniciado já em 2013. Do total de bolsas, três serão destinadas à graduação e as outras 10 aos estudantes de pós-graduação. Ciências Médicas será a área de conhecimento prioritária no convênio com a Universidade de Oxford. O custo médio da bolsa é avaliado em 30 mil libras (aproximadamente R$ 95 mil).

O protocolo de intenções do convênio e alguns detalhes burocráticos serão firmados em Brasília nesta quinta, 23. Na capital federal, Hamilton cumpre roteiro de encontros com os presidentes do CNPq, Glaucius Oliva, da Capes, Jorge Guimarães e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Ciclo

No evento, organizado pela Fundação Estudar com apoio do Estadão.edu, Hamilton fez uma apresentação geral da universidade, destacando a infraestrutura e os critérios de admissão na instituição . O vice-reitor finalizou sua participação numa mesa rodeada de ex-alunos brasileiros que estudaram em Oxford.

Fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,universidade-de-oxford-anuncia-13-bolsas-de-estudos-para-brasileiros,919588,0.htm