Abaixo-assinado Contra o Atraso nos Pagamentos e Aumento nos Valores das Bolsas Para Cursos no Exterior

O Abaixo-assinado Contra o Atraso nos Pagamentos e Aumento nos Valores das Bolsas Para Cursos no Exterior, para CAPES foi criado e escrito pela comunidade ABEP-UK, CUBS (Cambridge University Brazilian Society, OUBS (Oxford University Brazilian Society), LSE (London School of Economics) Brazilian Society

Para:CAPES

Vimos por meio desta manifestar nossa insatisfação com o descaso da Capes em relação ao pagamento dos bolsistas que realizam cursos de doutorado e pós-doutorado no exterior. Esta não é a primeira vez em que ocorre atraso nos pagamentos, pois os bolsistas enfrentaram atraso semelhante quando da época do pagamento anterior (julho/2012). De acordo com o contato dos bolsistas com os técnicos da Capes os atrasos têm ocorrido devido a dois fatores principais: liberação das bolsas do Programa “Ciência Sem Fronteiras” que estão sobrecarregando o sistema, e o fato de apenas dois funcionários do Banco do Brasil serem responsáveis pela liberação dos depósitos aos bolsistas.

Fosse uma situação atípica tais questões seriam compreensíveis se não estivessem se tornando um rotina na vida dos bolsistas brasileiros no Reino Unido. Embora o sistema indique que a ordem de pagamento foi realizada no dia 3 de outubro, os 15 dias úteis estabelecidos para a efetivação do pagamento na conta já se passaram e os bolsistas não têm uma previsão de quando vão receber. Isto por um lado. Por outro lado, tem ainda o problema do descaso no atendimento dos próprios técnicos da Capes quando os bolsistas entram em contato solicitando informações sobre o problema. Há uma longa demora para a resposta dos emails solicitando informações e na maioria dos casos ela não acontece, muito embora, através de ligações telefônicas, os funcionários indiquem o conhecimento de os terem recebido.

O atraso e a falta de informações precisas sobre o problema colocam aqueles que estão longe de casa em uma situação bastante delicada. Sem um aviso prévio do atraso no pagamento é muito difícil viabilizar auxílio financeiro com amigos e familiares em tempo hábil em caso de emergência. Esta situação é ainda mais agravante tendo em vista que os bancos ingleses não oferecem nenhuma facilidade em termos de crédito (cartões, cheque especial ou empréstimos) para aqueles com menos de 3 anos de residência no país. Sem contar o simples fato de que o atual valor das bolsas em si já coloca uma série de restrições ao bolsista mesmo quando os atrasos não acontecem.

O valor padrão das bolsas concedidas por agências de fomento no Reino Unido é de £13,590 por ano ou £1,132.50 mensais (valor oficial disponível em: http://www.rcuk.ac.uk/researchcareers/postgrad/Pages/home.aspx), ao qual se somam ajudas adicionais para participação em congressos, atividades acadêmicas relevantes ou compra de materiais (por exemplo, fundo como o “Research Training Support Grant” no valor de £1,000 e o “Student Travel Subsidy Grant” no valor de £230).

Os valores da bolsa de doutorado pleno no exterior para os países da Europa continental concedidos pela Capes e CNPq são de €1.300. Na cotação de 26 de outubro de 2012 €1 = £0.80649, de maneira que €1.300 = £1,048. Se compararmos o valor da bolsa concedida para o Reino Unido com o valor destinado aos outros países da Europa, o fundo destinado àqueles na Europa continental é 15% maior que o fundo para o Reino Unido (£910). Entretanto, o custo de vida no Reino Unido ainda mantém-se entre os sete maiores da Europa.

Além disso, no último dia 6 de abril, foi aprovada uma nova regulação pela agência de concessão de vistos no Reino Unido – UK Borders – com uma série de alterações de caráter ainda mais restritivo do que as normas em vigência anteriormente. Um dos pontos críticos do processo é o valor da renda do estudante para a concessão do visto. O atual valor da bolsa impacta de forma negativa na candidatura do estudante bolsista que vem para o Reino Unido, pois o valor de £910 está abaixo da renda mínima solicitada na nova legislação para aqueles que vêm realizar seus estudos em Londres, por exemplo. Os novos valores indicados pelo UK Borders refletem as mudanças no custo de vida atual no Reino Unido, o que significa uma defasagem de 3 anos (indo agora para o 4o ano) em relação ao último aumento das bolsas para o exterior (outubro de 2009).

Como resposta ao desrespeito e descaso em relação à presente situação nós abaixo-assinados exigimos:

a)Melhor planejamento para que o pagamento das bolsas aconteça dentro do prazo correto, haja vista que é do conhecimento da Capes que a transferência de dinheiro para o exterior não é um processo imediato.

b)Uma notificação em caso de eventuais atrasos para que os bolsistas tenham tempo hábil de se programar em caso de emergência, haja vista que suas obrigações financeiras não acompanham a logística de pagamento da Capes e possuem prazos próprios a serem cumpridos.

c)Aumento no valor das bolsas de doutorado para que elas correspondam, no mínimo, ao valor básico de uma bolsa de doutorado correspondente no Reino Unido (£1,132.50 mensais).

Os signatários

Assine o abaixo-assinado: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N31170

Mais de 500 universitários brasileiros desembarcam na Grã-Bretanha

Posando para uma foto na London Eye, a roda gigante que tornou-se uma das principais atrações da capital britânica, os seis estudantes não se diferenciam muito da massa de turistas que todos os dias passam pelo local. Mas Emanuela Florêncio, de 20 anos, e seus cinco colegas matriculados na Universidade de Surrey não estão na Grã-Bretanha a passeio. Eles fazem parte do grupo de 500 alunos brasileiros de graduação que começaram a desembarcar no país há duas semanas para o início do ano letivo britânico. Integram a primeira turma do programa Ciência Sem Fronteiras a começar os estudos em universidades do Reino Unido.

Outras 150 bolsas já foram aprovadas para cursos de pós-graduação, que podem ser tanto programas “sanduíche” – nos quais alunos matriculados em universidades brasileiras passam um ano em uma instituição estrangeira – e doutorados plenos (em menor número). Trata-se do maior grupo de estudantes universitários a chegar na Grã-Bretanha financiados pelo governo brasileiro e uma das maiores levas do Ciência Sem Fronteiras na Europa. Cada estudante brasileiro representa um custo (ou “investimento”) básico de aproximadamente 15 mil libras anuais (R$ 49 mil) para o País, entre mensalidade e alojamento, segundo Joanna Newman, da UK Higher Education International Unit, ligada a Universities UK – a agência que representa universidades britânicas e é parceira do governo brasileiro no programa.Também recebe uma ajuda de custo de pouco mais de 400 libras mensais (R$ 1,3 mil) – embora o valor varie de acordo com a cidade em que o estudante está instalado.

Ciência sem Fronteiras

O Ciência Sem Fronteiras prevê distribuir 100 mil bolsas de intercâmbio para estudantes de universidades brasileiras, da graduação ao pós-doutorado, até 2015. Seu objetivo é suprir o déficit de profissionais ligados às áreas de ciências exatas no Brasil e fomentar os contatos entre acadêmicos brasileiros e estrangeiros, ajudando a inserir o País nas redes internacionais de pesquisa e conhecimento.
“Um ponto interessante é que o programa não está concentrado apenas em universidades de São Paulo ou Rio. Temos alunos de todas as partes do Brasil”, ressalta Newman.O programa ainda é modesto em relação ao de outros países – China e Índia, por exemplo têm cerca de 700 mil estudantes matriculados em universidades estrangeiras, muitos deles apoiados por bolsas do governo.Também tem vários limites. Seu foco são as ciências exatas e biológicas. As áreas humanas praticamente não estão contempladas e não há bolsas para programas de mestrado – que na Grã-Bretanha podem ser de um ou dois anos -, apenas para graduação e doutorado.

A Associação de Brasileiros Estudantes de Pós-Graduação e Pesquisadores do Reino Unido também reclama que, apesar do investimento no programa, foram poucos os esforços para facilitar a vida de quem estuda no exterior com financiamento próprio ou outras bolsas e tem de enfrentar uma série de “armadilhas” – por exemplo, para o reconhecimento do diploma obtido fora do Brasil.
Joseph Marques, pesquisador do Brazil Institute do King’s College London, acredita que, para mostrar que está realmente empenhado em “internacionalizar” seu ensino superior e se inserir nas redes globais de conhecimento, o Brasil precisaria avançar mais rápido em reformas que facilitem tanto a saída de estudantes do país, quanto a contratação de professores estrangeiros. “Ainda há muito corporativismo nas universidades brasileiras”, diz.Mas o fato é que o Ciência sem Fronteiras está abrindo as portas de universidades estrangeiras para uma série de brasileiros que, sem ele, não poderiam deixar seu estado ou cidade.

Estudantes

“Sempre quis estudar no exterior, mas não consegui uma bolsa que pudesse financiar toda a minha graduação no curso de veterinária, que nos EUA e na Grã-Bretanha tem uma estrutura um pouco diferente do que no Brasil”, afirma Emanuela. Estudante da Universidade Federal Rural de Pernambuco, ela só havia saído do Brasil uma vez, para visitar o irmão mais velho, que conseguiu patrocínio do Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) para estudar na Universidade do Kansas. “Agora, como parte do programa, vou estudar biociência veterinária em Surrey por nove meses e fazer um estágio em um laboratório britânico por mais três meses. Estou em minha primeira semana e já conheci mais gente de nacionalidades diferentes do que em toda minha vida no Brasil.” Os estudantes Larissa Krüger e Guilherme Piovezani Ramos, ambos da Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, também enfatizam a riqueza da vivência cultural e a oportunidade de aprimorar o inglês como algumas das vantagens de participar do programa de intercâmbio.Ambos resolveram estudar fora do Brasil por ter grande interesse em áreas de pesquisa médica que, segundo eles, estariam bastante avançadas no Reino Unido. “Estar aqui nos permite fazer contatos com professores e estudantes, além de ter uma experiência na área de pesquisa diferente, que você provavelmente não teria no Brasil”, afirma Guilherme, que começou nesta semana seu curso de microbiologia médica na Universidade de Newcastle, para a qual foram cerca de 50 brasileiros, e também vai fazer um estágio de três meses num laboratório britânico após o curso.

Grã-Bretanha

A Grã-Bretanha é um dos principais países contemplados pelo Ciência sem Fronteira e deve receber 10% do contingente de alunos.Além disso, o país também tem se esforçado para atrair o interesse de autoridades e estudantes brasileiros, vendo nos alunos de países emergentes – que pagam mais pelos cursos – uma tábua de salvação para as restrições orçamentárias provocadas pela crise na Europa. Em duas semanas, um total de 46 universidades britânicas participarão de feiras educacionais em São Paulo e Rio de Janeiro para recrutar estudantes brasileiros – uma participação recorde para feiras do tipo no Brasil.Dezenas também têm manifestado interesse em receber alunos do Ciência sem Fronteira, que em geral são alocados nos cursos com a ajuda da Universities UK. Na semana passada, durante a visita do primeiro-ministro britânico, David Cameron, ao Brasil, foi assinado um acordo para que, a partir do ano que vem, os alunos tenham a oportunidade de fazer um curso de inglês de três a seis meses antes do início das aulas nas universidades para aproveitar melhor o curso.

Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/10/121004_ciencias_sem_fronteira_ru.shtml

Última chamada para o 5° Congresso da ABEP-UK 2012

Devido a muitos pedidos, o prazo para envio de trabalhos para o 5° Congresso da ABEP-UK foi prorrogado para 10 de outubro de 2012, sendo esta a última chamada para àqueles que queiram apresentar seu trabalho no congresso.

Os novos prazos para envio de trabalhos são os seguintes:

10/10/2012 – Prazo para envio de propostas para pôster e apresentação oral 

17/10/2012 – Notificação de aceite 

21/10/2012 – Prazo para inscrição daqueles que apresentarão seus trabalhos 

02/11/2012 – Prazo para envio da arte final do pôster e slides para apresentação oral 

Gostaríamos de lembrá-los(as) ainda que as inscrições para o 5° Congresso da ABEP-UK são feitas única e exclusivamente através do site

http://abep2012.eventbrite.co.uk/

Atenciosamente,

ABEP-UK

Gestão 2012/2013

Evento “Social Change and the Sporting Mega-Event” na British Library (05/11/12)

No próximo dia 5 de novembro, acontecerá o evento “Social Change and the Sporting Mega-Event”  na British Library, no qual questões pertinentes ao modo como mega-eventos esportivos como os Jogos Olímpicos de Londres 2012 , a Copa do Mundo de Futebol 2014 no Brasil e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro em 2016 mudam e redefinem sociedades e até que ponto isso ocorre serão discutidas por estudiosos, setor privado e policy makers em uma conferência de um dia. Ente os convidados confirmados, estará Gabriel Silvestre (Vice-Presidente da ABEP-UK gestão 2012/2013) no painel “Politics and Security” (Política e Segurança).

O programa completo, assim como inscrições, poderão ser encontradas no seguinte endereço:

Social Change and the Sporting Mega-Event

A ABEP-UK quer conhecê-lo(a) melhor: Pesquisa Associados 2012 está no ar!

Com o objetivo de melhorarmos os serviços prestados pela ABEP-UK ,a gestão 2012/2013 está organizando uma pesquisa interna com os associados. A pesquisa irá providenciar informações importantes sobre as deficiências e futuras oportunidades de crescimento da ABEP-UK. Com base nos resultados obtidos iremos adequar nossas estratégias com as atuais demandas dos associados. Com isso visamos implementar e oferecer melhores serviços para você, associado. É importante ressaltar que o resultado da pesquisa só será bem representado se contarmos com o apoio massivo de todos, por isso é essencial que todos contribuam preenchendo e retornando a pesquisa até o dia 19/10/2012.

Os dados obtidos são de uso interno da ABEP-UK, respeitando o Data Protection Act 1998.

A pesquisa se encontra em

http://edu.surveygizmo.com/s3/998148/Pesquisa-Associados-ABEP-UK-2012

Contamos com sua participação!

Atenciosamente,

Diretoria ABEP-UK

Gestão 2012/2013